Fannyann Eddy (1974 - 2004) foi uma revolucionária ativista transexual dos direitos GLBTs em Serra Leoa, onde nasceu, e na África. Foi a fundadora da primeira associação GLBT de Serra Leoa e viajou por vários países mundo afora, como palestrante tanto na Organização das Nações Unidas, assim como em outros órgãos.
"Vivemos com medo em nossas comunidades", disse certa vez ao falar nas Nações Unidas, ?em virtude do assédio e da violência originária de vizinhos e outros. Os ataques homofóbicos ficam impunes perante as autoridades, o que encoraja o tratamento discriminatório e violento desses grupos contra gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.?
Eddy foi brutalmente assassinada em 28 de setembro de 2004, dias depois de ter dado depoimentos sobre as ameaças de violência por que passam lésbicas e gays em Serra Leoa. Pelo menos três homens entraram na associação onde ela trabalhava, estupraram-na e a espancaram, além de quebrarem seu pescoço, levando-a a óbito.
Ao morrer, Fannyann deixou um filho de 9 anos de idade, e sua companheira Esther.